Novo simulador habitacional da Caixa para faixa 1,5: saiba se você está dentro

Novo simulador habitacional da Caixa para faixa 1,5: saiba se você está dentro

Para muitos brasileiros, o seu maior sonho de consumo é transformar em realidade a aquisição da casa própria. Para que ele possa acontecer, o Governo Federal lançou diversos programas habitacionais que facilitam a compra do primeiro imóvel, sendo o Minha Casa Minha Vida um dos mais famosos.

Mesmo recebendo subsídios, para que a compra da casa própria não se transforme em pesadelo, é preciso se planejar financeiramente. Para isso, existe o simulador habitacional da Caixa que ajuda os beneficiários do MCMV a criar cenários que permitirão descobrir o valor que será preciso pagar pela parcela e o quanto será necessário economizar.

Isso vale também para as famílias enquadradas na faixa 1,5 do programa. Nessa categoria, os beneficiários contam com várias vantagens e deverão ter renda familiar entre 1.800 e 2.600 reais.

Continue a leitura deste artigo e descubra um pouco mais sobre o Minha Casa Minha Vida e aprenda como usar o simulador habitacional da Caixa para faixa 1,5. Vamos começar?

O Minha Casa Minha Vida

É preciso conhecer bem o programa antes de optar por

O que é o programa?

Criado em 2009, o Minha Casa Minha Vida é um programa habitacional idealizado pelo Governo Federal com o objetivo de diminuir o déficit de residências existente no país. Para isso, ele oferece condições atrativas para que famílias de média e baixa renda consigam financiar a aquisição de seu primeiro imóvel.

Para alcançar tal objetivo, são formadas parcerias entre o poder público, a iniciativa privada e as organizações não governamentais com o intuito de construírem residências. As quais deverão ser adquiridas pelos beneficiários do programa por meio de um crédito subsidiado.

Além conseguir de mudar a vida de milhares de famílias, o Minha Casa Minha Vida também é um grande propulsor da economia. Uma vez que, ao permitir que muitos brasileiros consigam pela primeira vez as condições para comprar o seu lar, o setor da construção deve se mobilizar e fazer investimentos para atender essa nova demanda. Dessa maneira ocorre a geração de empregos e, consequentemente, o aumento da atividade econômica.

Assim, devido à quantidade de recursos envolvidos e ao número de famílias beneficiadas, o MCMV é considerado um dos maiores programas habitacionais do mundo. Em estimativa feita pela Caixa Econômica Federal, o Minha Casa Minha Vida já atendeu 96% dos municípios brasileiros e conseguiu entregar cerca de 2,7 milhões de moradias.

Como o Programa Minha Casa Minha Vida Funciona?

Apesar de existir um enorme déficit habitacional no Brasil, nem todas as pessoas que se encontram nessas estatísticas têm as mesmas condições financeiras. Dessa forma, o programa foi concebido para proporcionar mais vantagens às famílias que se encontram em situação mais precária.

Assim, para maximizar os recursos do MCMV, o Governo Federal classifica os beneficiários em 4 faixas de acordo com o faturamento familiar. Contudo, em março de 2017 houve mudanças que adequaram o programa à realidade atual da economia brasileira, permitindo assim que mais pessoas pudessem ser beneficiadas.

Atualmente, o Minha Casa Minha Vida oferece 4 tipos de benefícios, que são:

  • quitar parte do valor de aquisição de um imóvel;
  • quitar parte do valor de entrada do financiamento imobiliário;
  • reduzir as alíquotas cobradas pelo seguro do financiamento;
  • reduzir a taxa de juros do financiamento.

Quais são as vantagens?

Mesmo que haja um grande desejo de sair do aluguel, em muitos casos a família não tem as condições necessárias para contratar um financiamento imobiliário. Os motivos são vários, sendo os principais entraves são os valores cobrados como entrada e as taxas de juros que encarecem o montante a ser pago nas parcelas.

Contudo, ao participar do Minha Casa Minha Vida, o beneficiário conseguirá facilmente contornar essas dificuldades e realizar o sonho da casa própria. Dependendo da faixa em que o comprador for enquadrado, é possível conseguir subsídios no valor a ser pago como entrada e uma taxa de juros inferior à praticada pelo mercado.

Dessa forma, ocorre o barateamento do financiamento imobiliário. O que facilita ao contemplado ter as condições necessárias para realizar essa aquisição.

Assim, ao adquirir um imóvel, a família terá mais segurança, pois terá construindo um patrimônio. Outra vantagem de possuir uma residência é a possibilidade de personalizá-la de acordo com os gostos de seus moradores.

Quem poderá participar do Minha Casa Minha Vida?

Por proporcionar diversos benefícios, é comum que muitos brasileiros desejem participar do Minha Casa Minha Vida. No entanto, para se tornar um beneficiário, é preciso que o candidato tenha certas condições.

A primeira é dispor de uma renda que se enquadre a uma das 4 faixas do MCMV. Desse modo, caso o candidato tenha faturamento mensal superior a R$ 9.000,00 não conseguirá fazer parte do programa.

Como o Minha Casa Minha Vida foi concebido para diminuir o déficit habitacional brasileiro, não faz sentido beneficiar pessoas que já tenham um imóvel. Dessa forma, o programa contempla apenas as famílias que ainda não possuam uma casa própria.

Caso o candidato já tenha sido beneficiário de outro programa habitacional do Governo Federal, como o SFH, ele não poderá se beneficiar do Minha Casa Minha Vida.

É preciso que o contemplado esteja ciente de que a residência adquirida pelo imóvel não poderá ser cedida a terceiros — seja por meio de venda ou de locação — até que o financiamento seja completamente pago. Assim, a propriedade deverá ser usada como moradia da família contemplada.

Quais são as faixas de renda?

Conforme já foi dito, o principal objetivo do Minha Casa Minha Vida é diminuir o déficit habitacional existente no Brasil. Para isso, o programa proporcionará condições favoráveis para que famílias de baixa e média renda consigam financiar a compra de seu primeiro imóvel.

Contudo, para contemplar de maneira eficiente o maior número de pessoas, proporcionando os maiores benefício para quem se encontra em condições mais precárias, o Governo Federal divide os beneficiários do programa em 4 faixas de acordo com o rendimento mensal.

Assim, os beneficiários que tiverem a menor renda conseguem as melhores vantagens oferecidas pelo programa. Dessa forma, confira as faixas de renda e seus respectivos benefícios logo abaixo.

Faixa 1

A primeira faixa do Minha Casa Minha Vida contempla as famílias que têm renda de até R$ 1.800,00. Assim, por ser o grupo que tem o menor faturamento mensal do programa, possivelmente, essas pessoas se encontram nas condições mais precárias de moradia.

Dessa forma, o MCMV permite ao contemplado adquirir uma residência com valor de até R$ 98.000,00. Todavia, o programa poderá quitar até 90% desse montante, enquanto o contemplado deverá pagar o restante em até 120 prestações, que poderão estar isentas de juros e não deverão comprometer mais do que 10% do faturamento familiar.

Faixa 1,5

Os beneficiários da faixa 1,5 do Minha Casa Minha Vida deverão possuir renda entre R$ 1.800,00 e R$ 2.600,00. Dessa forma, o contemplado por esse módulo será capaz de adquirir um imóvel de até R$ 135.000,00, o qual poderá ser financiado em até 30 anos a uma taxa anual de 5%.

Além de conseguir uma alíquota de juros inferior à praticada no mercado, o contemplado por essa faixa também consegue um subsídio de até R$ 45.000,00 para auxiliar a quitar o valor de entrada do financiamento imobiliário.

Faixa 2

Já as famílias que tiverem renda mensal entre R$ 2.600,00 e R$ 4.000,00 serão enquadradas no faixa 2 do MCMV. Nesse módulo, o contemplado poderá ter a entrada de seu financiamento subsidiada em até R$ 27.500,00.

O montante remanescente poderá ser quitado em até 360 prestações mensais. No entanto, a taxa anual de juros varia de acordo com a renda familiar do beneficiário, cujo valor está entre 5,5% e 7,0%.

Nessa faixa, o valor máximo do imóvel não é o mesmo para todas as regiões do país. Sendo que ele poderá ser influenciado pelo estado e pelo tamanho da população da cidade. Assim, para os contemplados que vivem na região metropolitana de Belo Horizonte, é possível adquirir um imóvel que tenha valor máximo de até R$ 215.000,00.

Faixa 3

A última faixa do Minha Casa Minha Vida contempla as famílias que têm faturamento mensal entre R$ 4.000,00 e R$ 9.000,00. Por se tratar de pessoas com melhores condições financeiras, não é concedido subsídios aos contemplados por esse módulo.

No entanto, o programa oferece taxas de juros menores às que são praticadas pelo mercado. Assim como ocorre na Faixa 2, o valor da alíquota é influenciado pela renda familiar do contemplado. Sendo que a taxa parte de 8,16% ao ano e poderá chegar até a 9,16% a.a.

De mesma forma ocorre com o valor máximo da residência, que varia de acordo com o estado e o tamanho cidade e tem o mesmo teto que o observado no Faixa 2 do Minha Casa Minha Vida.

Como fazer parte do programa?

Para poder participar do Minha Casa Minha Vida, o primeiro passo que um candidato deverá tomar é saber qual será a faixa de renda em que a sua família será enquadrada. Isso ocorre devido ao fato de que existem duas formas de se tornar um beneficiário.

Caso o candidato se enquadre nas faixas 1 do MCMV, será necessário que ele procure a prefeitura municipal de sua cidade para realizar o cadastro. Dessa forma, ele receberá todas as informações e orientações necessárias sobre o processo de seleção.

Uma das vantagens para quem se enquadra na faixa 1,5 é não precisar fazer cadastro na sua prefeitura — bastando ir diretamente a uma construtora para escolher o imóvel e se dirigir à Caixa depois para ter a documentação verificada.

Agora, se o futuro beneficiário for participar das faixas 2 e 3, basta ir até uma construtora que faça parte do programa ou a uma agência da Caixa Econômica. Assim, será possível realizar uma simulação do financiamento e a avaliação do crédito.

Qual é a documentação exigida?

Para poder se tornar um contemplado do Minha Casa Minha Vida, o proponente deverá apresentar diversos documentos junto ao programa. Caso o candidato seja casado, será necessário que o cônjuge apresente a mesma documentação.

Sendo assim, será necessário anexar ao pedido os seguintes documentos:

  • cópia da carteira de identidade (RG) — pode ser apresentado qualquer documento oficial de identificação que tenha uma fotografia;
  • cópia do Cadastro de Pessoa Física (CPF);
  • cópia do comprovante de estado civil — no caso de pessoas solteiras, basta apresentar uma certidão de nascimento atualizada; se o candidato for casado, cópia da Certidão de Casamento; agora se proponente for divorciado, é necessário anexar a Certidão de Casamento Averbada;
  • documento que comprove a renda familiar dos últimos 6 meses;
  • cópia mais recente da Declaração de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (DIRPF);
  • caso o candidato for utilizar o seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, ele terá que apresentar um extrato original, atualizado e datado de sua conta do FGTS;
  • cópia da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS).

Como é feita a comprovação de renda?

Um dos maiores entraves de quem deseja financiar a compra de um imóvel, principalmente se o proponente for um profissional liberal ou autônomo, é a comprovação de sua renda. Por isso, uma das principais vantagens do Minha Casa Minha Vida, principalmente se o beneficiário for enquadrado nas faixas 1 e 1,5 do programa, é a análise de renda simplificada.

Nesse caso, o contemplado tem a sua análise do pedido realizada por meio de critérios que facilitam a liberação do crédito. Contudo, caso a família disponha de uma renda entre R$ 2.600,00 e R$ 9.000,00, será necessário comprovar obrigatoriamente a renda.

A boa notícia, é que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal não são muito exigentes quanto à documentação. Assim, basta que o candidato apresente a declaração do imposto de renda, o contracheque e, até mesmo, o extrato bancário para conseguir comprovar a sua renda.

Agora, se o proponente não tem esses documentos, basta ir até um contador e solicitar a emissão de uma Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos. Esse certificado pode também ser chamado de DECORE e é um documento contábil que comprova o faturamento mensal de uma pessoa física.

O novo simulador habitacional da Caixa para a faixa 1,5

O que é?

Basicamente, o simulador habitacional da caixa é uma ferramenta que disponibiliza todos os detalhes sobre o financiamento imobiliário. Assim, essa ferramenta é extremamente útil para realizar o planejamento financeiro antes de se comprometer com o negócio.

Dessa forma, o primeiro passo que um candidato do Minha Casa Minha Vida deverá fazer é realizar diversas simulações. Para isso, é fundamental saber usar corretamente o simulador.

Por que usar o simulador?

A grande vantagem de usar o simulador habitacional da Caixa para a faixa 1,5 é conseguir, de forma antecipada, responder todas as questões sobre um financiamento imobiliário. Dessa forma, o proponente conseguirá traçar cenários realistas que lhe permitirão se planejar financeiramente.

Por meio da ferramenta é possível determinar qual será o valor máximo que uma pessoa conseguirá de crédito. Além dessa questão, o candidato consegue avaliar o quanto ele conseguirá de subsídios pelo MCMV, a renda necessária, o valor da entrada, os prazos e a taxa de juros.

Outra vantagem é conseguir descobrir qual será o valor da prestação do financiamento imobiliário. Isso permite ao comprador descobrir se terá as condições financeiras para manter essa dívida em dia e o que será preciso fazer para não se tornar inadimplente.

Assim, o simulador habitacional da Caixa Econômica Federal é a melhor ferramenta que uma pessoa poderá usar caso ela tenha o interesse de participar do programa.

O que é preciso para fazer a simulação?

Para conseguir usar essa ferramenta, basta acessar a página do simulador e inserir nos campos indicados o valor do imóvel que se pretende comprar e a renda mensal familiar.

Por se tratar de uma simulação, não será preciso informar nenhum documento ou realizar qualquer cadastro.

Quais alterações são possíveis no simulador?

Uma das grandes vantagens de poder utilizar o simulador habitacional da caixa é a possibilidade de realizar diversas alterações nas configurações básicas da ferramenta. Assim, é possível criar cenários mais realistas de acordo com as condições da pessoa.

Portanto, é possível modificar:

  • o número de pessoas e valores de uma composição familiar;
  • reduzir o montante do financiamento até o limite da renda do proponente;
  • alterar o prazo do financiamento imobiliário;
  • modificar a forma que ocorrerá a amortização do saldo devedor.

Simulação passo a passo

Funciona da seguinte maneira: você acessa o site do simulador da Caixa e preenche as informações. Fizemos um exemplo com dados fictícios para que você saiba direitinho como fazer o seu! Veja:

  • primeiro, marque que o financiamento é para pessoa física, e não jurídica (empresas);
  • em seguida, escolha o tipo de financiamento como residencial;
  • depois, marque qual a categoria do imóvel — no nosso caso, colocamos imóvel novo;
  • preencha o valor aproximado do imóvel e a cidade em que ele se encontra. Para nosso exemplo, colocamos o valor de R$ 100 mil de um imóvel localizado em Belo Horizonte, MG;
  • clique em próxima etapa;
  • informe CPF, renda bruta familiar e a data de nascimento. No nosso exemplo, a renda bruta foi de R$ 2.500 e a data de nascimento no ano de 1990;
  • abaixo, existem três caixinhas que podem ser marcadas: se você tem três anos de contribuição do FGTS, se você já foi beneficiário de algum subsídio do governo e se você fará a compra sozinho ou se somará rendas com sua esposa ou marido, por exemplo. No nosso caso, não marcamos nenhuma caixinha.

Com isso, o simulador já mostará as melhores opções de financiamento. Para nosso exemplo, ele retornou justamente a opção da faixa 1,5 do MCMV (Minha Casa Minha Vida). Quando clicamos em “Veja aqui a melhor opção encontrada para você”, ele informa todos os detalhes do financiamento, que ficaram da seguinte maneira:

  • subsídio Minha Casa Minha Vida: R$ 5.390;
  • valor da entrada: R$ 4.610;
  • prazo desejável: 360 meses;
  • valor do financiamento: R$ 90 mil;
  • sistema de amortização: SAC (isso significa que você começará pagando parcelas mais altas e terminará com parcelas menores);
  • primeira prestação: R$ 716,29;
  • última prestação: R$ 251,24.

De qualquer forma, ao usar um simulador habitacional da Caixa para faixa 1,5 do Minha Casa Minha Vida, o proponente conseguirá criar cenário que lhe permitirão conhecer se as suas condições lhe permitem fazer parte desse programa governamental. Além de ´possibilitar a realização de um planejamento financeiro mais realista.

Assim, o candidato ao MCMV conseguirá se preparar financeiramente para conseguir quitar as parcelas corretamente durante a vigência do contrato, além de evitar a inadimplência. A qual é um fato bastante comum em financiamentos imobiliários.

Agora que você já sabe como usar essa ferramenta, que tal aprender passo a passo como financiar o imóvel perfeito? Até a próxima!

Gostou do texto? Não gostou? Comente abaixo!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Ligamos para você