Imóvel na planta: tudo que você precisa saber para comprar o seu!

Imóvel na planta: tudo que você precisa saber para comprar o seu!

Muito mais do que ter a certeza de estar economizando, comprar um imóvel na planta pode trazer diversas vantagens para quem não tem pressa de se mudar para o novo lar. Afinal, como o próprio nome já diz, esse tipo de negócio se baseia em adquirir uma residência que ainda está em construção.

No entanto, pelo fato de estar comprando uma promessa, existem vários riscos envolvidos, sendo que não é raro encontrar casos de pessoas que adquiriram um apartamento dessa maneira e acabaram não recebendo o bem da forma esperada. Mas não se preocupe! Com alguns cuidados simples é possível evitar problemas e realizar um bom negócio.

Por isso, leia este artigo até o final e descubra o que você precisa saber para comprar um imóvel na planta. Vamos começar?

Quais são as regras para comprar e vender um imóvel na planta?

Ao adquirir um imóvel na planta, o comprador deverá estar ciente de que esse negócio ocorre em 2 etapas. A primeira é após a assinatura do contrato, a qual se baseia na aquisição da promessa de venda.

Nesse momento, a residência ainda não existe, pois ainda está sendo construída. Assim, durante um período que pode chegar a 36 meses, o consumidor adianta à construtora parte do valor do imóvel, sem que para isso tenha direito de usufruir do bem.

Também é necessário saber que, apesar das construtoras não poderem cobrar juros nessa fase da compra, há ajustes no saldo devedor. Para isso, é feita uma correção monetária utilizando como base o Índice Nacional de Construção Civil — o INCC.

É nessa etapa que, normalmente, ocorrem os distratos, ou seja, a desistência da compra. Quando ocorre a rescisão de contrato de promessa de compra e venda, é necessário avaliar as condições em que se encontra a obra para determinar o quanto do valor quitado a construtora restituirá ao comprador.

Se a construção se encontra no prazo e a desistência parte da vontade do consumidor, de acordo com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o construtor poderá reter até 25% do montante quitado. No entanto, essa regra está na iminência de sofrer alterações, uma vez que a Câmara aprovou lei que permite às construtoras reterem 50% do valor pago.

Agora, caso ocorra descumprimento contratual da construtora, como o atraso na entrega do imóvel, o consumidor tem o direito de ser restituído em todo o montante já quitado.

A segunda etapa da compra de um imóvel na planta ocorre após a conclusão da construção. Nesse momento, o comprador deverá quitar o valor integral de seu saldo devedor. Para isso, poderá utilizar recursos próprios ou contratar um financiamento imobiliário.

Como planejar seu orçamento para comprar um imóvel na planta?

Para conseguir transformar qualquer sonho em realidade, o primeiro passo é se preparar e elaborar um planejamento que possibilite essa realização — principalmente se é exigido algum investimento financeiro para alcançar esse propósito.

Isso não é diferente quando se deseja comprar um imóvel na planta, uma vez que a aquisição da casa própria é, em muitos casos, a negociação mais importante que a pessoa fará em sua vida. Para que seja possível, antes de pensar em fazer negócio, é preciso realizar um bom planejamento financeiro, sobretudo quando se pretende contratar um financiamento imobiliário.

Mesmo que as parcelas da compra estejam de acordo com o faturamento mensal, é necessário avaliar as despesas já existentes para verificar a viabilidade dessa aquisição. Para isso, a primeira ação a ser tomada será organizar as finanças pessoais, realizando um levantamento sobre todos os gastos, classificando-os em essenciais e em supérfluos.

Dessa forma, é possível identificar o que poderá ser cortado, permitindo que a nova despesa não prejudique o orçamento familiar. Também é importante reservar parte do salário para possíveis imprevistos e para fazer um fundo que permita liquidar mais rapidamente essa nova dívida.

Assim, uma boa dica é aplicar esses recursos acumulados, uma vez que dinheiro parado proporciona prejuízos. É essencial investir em aplicações financeiras de baixo risco, as quais são previsíveis e proporcionam ganhos estáveis.

Caso existam dívidas, é importante avaliar a viabilidade de quitá-las antes de pensar em comprar um imóvel. Visto que, em muitos casos, ao antecipar as parcelas de um financiamento já existente, é possível economizar um valor considerável de juros, diminuindo-se o dano caso ocorra um imprevisto, como a perda do emprego.

Agora, se o comprador estiver com o nome em algum órgão de proteção ao crédito, é fundamental que regularize sua situação. A menos que consiga pagar à vista o imóvel, será difícil conseguir o crédito necessário para realizar a aquisição.

Como escolher o imóvel na planta ideal?

Quando existe o desejo de adquirir a primeira residência, é comum um comprador inexperiente se admirar com as diversas ofertas existentes. Entretanto, devido à animação e à falta de conhecimento, é comum esse consumidor acabar fazendo uma escolha errada e, portanto, sendo obrigado a se mudar para um apartamento que não atende às suas necessidades.

Por isso, é preciso ter alguns cuidados quando chegar o momento de escolher um imóvel na planta. Antes de mais nada, é importante que o comprador saiba que, durante o período de construção de sua unidade, muita coisa poderá mudar em sua vida.

Assim, ao comprar um imóvel na planta, é essencial ter um planejamento pessoal. Afinal, um dos critérios que são usados para escolher uma residência ideal é determinar o número de moradores desse lar. Assim, caso o comprador seja solteiro ou um casal sem filhos, será preciso considerar a probabilidade de ter crianças nesse apartamento.

Outro ponto importante é verificar o espaço da residência. Muitos lançamentos oferecem unidades de 3 quartos, entretanto é comum esse cômodo ser pequeno e não suportar todos os móveis. Sendo assim, é preciso ter certa desconfiança nos modelos decorados.

Para se ter uma melhor ideia do espaço do cômodo, verifique o tamanho existente na planta e o compare com a sua casa atual. Para conseguir realizar essa tarefa, use uma trena e marque as dimensões da unidade que se pretende adquirir. Desse modo, será possível observar o que caberá nesse imóvel em construção.

Como é o financiamento de um imóvel na planta?

O processo de financiar um imóvel na planta é diferente daquele que ocorre quando se financia a compra de uma unidade pronta. Conforme já foi explicado, a compra de uma residência em construção ocorre em 2 etapas.

A primeira é antes da conclusão da obra. Nesse momento o comprador deverá quitar as parcelas iniciais à construtora. Esse montante é utilizado para financiar a construção, por isso é comum que seja cobrado um valor mais alto de entrada do que é exigido na aquisição de uma unidade pronta.

Após a entrega da chave, o consumidor deverá quitar o seu saldo devedor junto à construtora. Nesse momento, caso não possua todos os recursos, será necessário contratar um financiamento imobiliário. Dessa forma, será necessário que pesquise no mercado por condições mais favoráveis.

Uma boa dica é, caso seja possível, o comprador se tornar um beneficiário do Minha Casa Minha Vida. Afinal, como o imóvel é novo e nunca foi negociado, torna-se muito vantajoso utilizar os benefícios desse programa.

Como o comprador já quitou parte do valor de compra durante a construção do imóvel, consegue um crédito em condições melhores. Uma vez que o valor financiado é menor, as instituições financeiras oferecem taxas de juros menores e prestações mais baratas que as oferecidas em um financiamento de um imóvel pronto.

Quais as vantagens e desvantagens de comprar um imóvel na planta?

Vantagens

Para conseguir financiar a construção de seus empreendimentos, muitas construtoras optam por negociar algumas das unidades durante a fase de obra. Por isso, como existe o anseio de facilitar o processo de venda, é comum existirem boas oportunidades para quem deseja comprar um imóvel na planta. Contudo, existem outras vantagens nesse tipo de aquisição.

Para muitos, o principal benefício que justifica essa aquisição é a elevada valorização que uma dessas unidades sofre, uma vez que é comum que o imóvel se valorize cerca de 30% do montante pago pelo comprador, já considerando a correção financeira.

Um dos principais entraves de quem deseja financiar a compra de um imóvel é o valor da entrada, dado que, para poder liberar o crédito, as instituições financeiras exigem o pagamento à vista de até 20% do valor cobrado pelo imóvel — isso na aquisição de imóveis novos. Sendo assim, a contratação desse crédito imobiliário acaba se tornando proibitiva para muitos brasileiros.

No entanto, apesar da compra de um imóvel na planta apresentar uma entrada de no mínimo 30% do valor pedido pela unidade, essa despesa poderá ser parcelada. Para poder facilitar ainda mais a venda, algumas construtoras dividem esse custo durante todo o período da obra.

Como o empreendimento ainda se encontra em construção, é bastante comum existirem muitas unidades que ainda não foram vendidas. Assim, o consumidor possui mais opções para poder escolher o seu futuro lar. Podendo até optar pelos apartamentos mais desejados, como aqueles que recebem o Sol da manhã ou que estão em andares mais elevados.

Por final, ao adquirir um imóvel na planta, existem construtoras que permitem ao comprador personalizar a sua unidade. Dessa forma, o futuro morador poderá escolher um acabamento de seu gosto, sem a necessidade de novos custos ou ter que realizar uma reforma.

Desvantagens

Apesar de existirem muitos benefícios, a compra de um imóvel na planta possui algumas desvantagens, principalmente em relação aos os riscos envolvidos na negociação. Como o consumidor está adquirindo a promessa de um apartamento, existe a possibilidade de a entrega não ocorrer conforme o esperado.

Um dos problemas mais comuns que podem acontecer são os atrasos na conclusão da obra. Essa situação é tão comum que muitos contratos já preveem um adiamento de até 6 meses para a entrega das chaves. Outro risco existente é a possibilidade de a construtora falir. Nesse caso, o consumidor se depara com um grande problema, pois não receberá a unidade adquirida.

Para impressionar o possível cliente, muitas construtoras capricham na unidade modelo. Em muitos casos, não poupam recursos para investir em um mobiliário que dá a impressão de espaço e utilizam um acabamento superior ao que será entregue. Desse modo, o consumidor desatento recebe um imóvel diferente do que é esperado.

Por se tratar de um imóvel em construção e que será entregue depois de certo tempo, é bastante comum ocorrer mudanças nas condições financeiras do comprador. Portanto, caso ocorra uma diminuição na renda, em muitos casos, esse cliente não mais terá condições para quitar o seu saldo devedor, sendo obrigado a desistir da negociação.

Como evitar os problemas de comprar um imóvel na planta?

Como é possível perceber, apesar de existirem diversas vantagens, o consumidor está sujeito a diversos riscos ao comprar um imóvel na planta. Por isso, para que seja possível realizar uma ótima negociação é necessário tomar alguns cuidados.

Justamente porque se está adquirindo uma residência que ainda não existe, é fundamental ter confiança na construtora. Se por ventura ela não cumprir a sua parte, o comprador poderá ter sérios problemas, como o atraso na entrega das chaves ou até mesmo o não recebimento da unidade adquirida.

Para evitar esse problema, basta procurar empresas consolidadas no mercado e que tenham boa credibilidade. Outra boa dica é procurar saber a condição financeira da construtora, pois, caso esteja situação precária, aumentam-se consideravelmente os riscos da operação.

Como o imóvel ainda está em estágio de obra, é preciso que o comprador procure o máximo de informações sobre como será após concluído. Assim, terá a certeza de estar comprando uma residência que atenderá a todas as suas demandas. Para isso, é fundamental analisar todo o material publicitário, observar com cuidado os detalhes da maquete e ler atentamente o memorial descritivo.

Também é preciso verificar como se encontram as condições legais do empreendimento. Muitas incorporadoras começam as vendas sem que antes tenham começado as obras. Portanto, é primordial requisitar o memorial de incorporação da obra, que é um comprovante que afirma que a edificação conta com as condições necessárias para ser construída.

Para poder evitar algum abuso por parte da construtora, é preciso se precaver. Para isso, é necessário que o comprador guarde todo o material publicitário, documentos e papeis entregues pela incorporadora. De mesma forma, para ter maior segurança jurídica, sempre registre no cartório toda a documentação, como a escritura e o contrato de compra e venda.

Após realizar todos esses cuidados e seguir todas essas dicas, o comprador terá a certeza de estar realizando um negócio seguro e que tornará ainda mais satisfatória a conquista da casa própria. Por isso, é preciso não ter preguiça ao investir em um imóvel na planta.

Caso você tenha gostado desse artigo, assine nossa newsletter! Desse modo, você receberá em primeira a mão todo o conteúdo que lançarmos. Até a próxima!

Gostou do texto? Não gostou? Comente abaixo!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Ligamos para você